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fonte: http://bananeirasonline.com/ |
Quando eu era ainda um menino,
ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na
hora do jantar. E eu me lembro, especialmente de uma noite, em que ela fez um
lanche desses, depois de um dia de
trabalho, muito duro.
Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e
torradas bastante queimadas, em frente do meu pai. Eu me lembro de ter esperado
um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar
a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia,
na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele
lambuzando a torrada com manteiga e geleia, engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se
desculpando por haver queimado a torrada.
E eu nunca esquecerei o que meu pai disse:
" - Adorei a torrada queimada...”
E eu nunca esquecerei o que meu pai disse:
" - Adorei a torrada queimada...”
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa
noite ao meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada
queimada.
Ele envolveu-me em seus braços e disse-me:
" - Companheiro, a tua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, o melhor empregado ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!
Ele envolveu-me em seus braços e disse-me:
" - Companheiro, a tua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, o melhor empregado ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as
falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das
chaves mais importantes para criar relaciolamentos saudáveis e
duradouros. Desde que eu e tua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a
suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar
uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadora, mas após minhas
reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu
nunca soube pôr-te a dormir, mas comigo tu tomavas banho rápido, sem
reclamar. A soma de nós dois faz o mundo que tu recebeste e que te apoia, eu
e ela nos completamos. A nossa família deve aproveitar este nosso universo, enquanto
estamos os dois presentes. Não que mais tarde, no dia que um partir, este mundo
vá desmoronar, não vai. Novamente
teremos que aprender e adaptarmo-nos para fazer o melhor. De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo
de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e até
com amigos. Então, filho, esforça-te para seres
sempre tolerante, principalmente com quem dedicas o precioso tempo da
vida, a ti e ao próximo. As pessoas sempre se esquecerão do que tu lhes fizeste ou do que lhes disseste. Mas nunca esquecerão o modo como tu as fizeste sentir-se."
Autor Desconhecido
Postado por Anderson Zambonato.
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